quarta-feira, 24 de maio de 2017

UM SALTO NO ABISMO DO JOVEM BRASIL!!!


UM SALTO NO ABISMO DO JOVEM BRASIL!!!

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

energia & transmutacíon: #reconvexolatinoamerica




energia de todos os mortos

todas las entidades muertas
y soterradas en la cadeia de Cachoeira
manifestam-se ahora
essas são as almas
dos mortos e presos
na cadeia de Cachoeira
elas penam exigindo justiça
que só virá com a construção
de um novo projeto de nação
dando dignidade
a todas as diferenças e grupos
socialmente segregados

Sebáh
hidra colere
Cachoeira - 06/04/2017

... vídeo-projeção em 3D nas fachadas do histórico prédio colonial da Cadeia de Cachoeira - Ba. 

#sebah.hidra.colere 
#reconvexolatinoamerica

segunda-feira, 3 de abril de 2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Avatar-Tour - sleeping humanity


https://www.youtube.com/watch?v=m9pA35rd7B0


Avatar-tour é um court-film, como tentativa de um filme-ensaio cujo tema é referente às relações míticas que os sujeitos contemporâneos desenvolvem a partir das representações simbólicas de si mesmos e do mundo nas composições figurativas que o ambiente gráfico computacional da internet (ciberespaço) possibilita.

Originariamente o termo avatar (avatara) vem do sânscrito, língua considerada sagrada na cultura hindu, especificamente um vocábulo que designa a encarnação de uma divindade em forma material mundana, configurando contornos humanos ou de seres fantásticos como os dragões; antropologicamente, a historiografia do mito nas diversas culturas ao longo do tempo oferece um sem fim de exemplares de fabulosos seres divinos que no cumprimento de desígnios cósmicos transitam na superfície sensível do planeta promovendo auxílios ou sortilégios para a humanidade.

Tendo abandonado a vida comunitária tradicional dos agrupamentos de economia de subsistência e, posteriormente, quando da instauração do modus vivendis capitalista e, a consequente individuação fortalecida por crença nos pressupostos experimentais promovidos desde a ascensão ideológica do Iluminismo, o sujeito social do bloco-histórico geo-político que se nomeia por Ocidente, na condição factível de indivíduo cognoscente, tem seu isolamento cada vez mais intensificado por discursos e práticas que favorecem e exaltam uma pretensa autonomia no consumo de recursos naturais e produtos industriais, como prova irrefutável dos feitos técnicos da razão-instrumental e de um modo de vida racionalizado.

No presente instaurado, na grande narrativa do mundo contemporâneo, os sujeitos socioculturais têm sido cultivados para a aceitação de uma pretensa neutralidade dos avanços tecnológicos e da atuação política da torre de cartas da academia de ciências no bojo das ações que norteiam as vivências cotidianas. Destaca-se que na virada secular para o terceiro milênio do calendário gregoriano, eis que após um século de predomínio do cinema como o mágico caleidoscópio para a figuração simbólica do imaginário, o surgimento e o espraiamento da Internet no cotidiano das sociedades, vem fazer desaguar o imaginário nas mais diversas representações de ambientes gráficos computacionais, expondo inconscientes pulsões latentes da necessidade humana de sonhar e projetar para si e para toda a alteridade, simultaneamente, uma auto-imagem e uma imagem que atinge seu ápice na projeção dos perfis dos jogos eletrônicos em rede, e nos perfis da redes sociais; nas fabulações do mito recente, o avatar já não encarna mundanamente, se desmaterializa em bits informacionais, ao mesmo instante em que amplia o horizonte da humanidade para a figuração de processos arquetípicos coletivos e individuais.

Assim, em exercício de nova significação de figuras difundidas nos meios de comunicação de massa, na indústria do entretenimento e nas recentes redes telemáticas informacionais, Avatar-tour é uma sequenciada ilusão de frames que assume caráter meta-linguístico a respeito de um tempo e das personas no cenário da civilização e das culturas.

Sebáh Villas-Bôas é graduado em comunicação social (UESC), especialista em artes visuais (SENAC/MG) e mestre em cultura e sociedade (UFBA). Atua como professor do curso de Artes Visuais do Centro de Artes, Humanidades e Letras - CAHL / UFRB-BA, Cachoeira.

domingo, 15 de janeiro de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

O Poder Hegemonstro



O Poder Hegemonstro é um sistema de forças que jamais descansa, imperando no tempo e no espaço, oprimindo pessoas. O Poder Hegemonstro está desperto, o gigante acordou faminto dos sonhos do povo economicamente mais pobre. Encarnado no patronímico de um sujeito ideológico centro-europeu, o sistema-poder tem marionetes nas pontas de suas presas e garras, fantasiados de terno e gravata, são homens de bem que só pensam em seus filhos, famílias e vão ao templo. Quando eles evocam a divindade, dizem uma palavra de quatro letras, que é um relativo absoluto e serve pra tudo, igual aspirina, mas que não se identifica com a força primaz e, na verdade significa: - Ave (heill), Poder Hegemonstro!!! 



O Poder Hegemonstro não dialoga. Ele aciona a polícia contra as crianças. Ele não precisa dizer muito, só fala desgraças, ameaça todas as diferenças, mas se borra todo quando lhe fazem perguntas sobre o plano de governo de sua administração pública. O Poder Hegemonstro é super careta, cheira escondido na chave do carro e na plenária do Senado diz que é açúcar. O Poder Hegemonstro é herdeiro, desde nascença, das atrocidades do projeto de ocupação de terras indígenas, da Ditadura Militar e empresas investidoras multinacionais, sendo que a mais velha delas é a Igreja. O Poder Hegemonstro pariu muitos poderzinhos, hegemonstrinhos sem leitura, que só pensam em cifras, musculação e querem nada menos que a felicidade extrema, custe o que custar (principalmente ao outro).


O Poder-Hegemonstro é uma obsessão. É o espírito-do-tempo, transmissível feito o zika vírus, por uma rede de televisão. O Poder-Hegemonstro é top!!!! Não aposte com ele, que causa dívidas e má formação cerebral. O Poder-Hegemonstro jamais aceitou perder eleição para a vontade soberana do povão, uma senhora de fibra. O Poder-Hegemonstro é golpista!



Sébah (hidra.colere)
artista visual precário